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Filosofando FILOSOFANDOPensar. Compreender. Transformar.
Umberto Eco

Umberto Eco

Semioticista, filósofo e romancista italiano, autor de O Nome da Rosa e teórico da semiótica na Universidade de Bolonha.

Umberto Eco nasceu em Alessandria, no Piemonte, Itália, em 5 de janeiro de 1932, filho de um contador que participou de três guerras. Formou-se em filosofia pela Universidade de Turim em 1954, com uma tese sobre a estética de Tomás de Aquino, publicada posteriormente como livro. Trabalhou como editor cultural na emissora pública italiana RAI durante a segunda metade dos anos 1950, período em que também se aproximou de círculos de vanguarda artística e literária. Ao longo dos anos 1960 e 1970, consolidou-se como um dos principais teóricos da semiótica, disciplina que estuda os signos e os processos de significação; sua obra Obra Aberta, de 1962, e mais tarde Tratado Geral de Semiótica, de 1975, tornaram-se referências centrais do campo. Em 1971, tornou-se professor da Universidade de Bolonha, onde ocupou a primeira cátedra de semiótica criada na Itália e permaneceu vinculado por décadas, contribuindo para consolidar Bolonha como centro internacional de estudos em comunicação. Aos 48 anos, publicou seu primeiro romance, O Nome da Rosa, em 1980, ambientado em um mosteiro beneditino medieval envolto em uma série de mortes misteriosas; o livro se tornou um fenômeno editorial mundial, traduzido para dezenas de idiomas e adaptado ao cinema em 1986, com Sean Connery no papel principal. Eco publicou outros romances de grande repercussão, como O Pêndulo de Foucault, de 1988, A Ilha do Dia Anterior e Baudolino, todos marcados por erudição histórica, referências eruditas e reflexão sobre símbolos, conspirações e a construção de sentido. Como ensaísta, escreveu extensamente sobre cultura de massa, semiótica da comunicação e história das ideias. Em 1995, publicou o influente ensaio Ur-Fascismo, no qual descreveu um conjunto de características recorrentes que, em sua análise, tendem a se manifestar em movimentos de caráter fascista ao longo da história, independentemente de contexto nacional específico. Eco também foi tradutor, colecionador de livros raros e uma figura pública de grande visibilidade na Itália, participando frequentemente de debates culturais. Morreu em Milão, em 19 de fevereiro de 2016, aos 84 anos. Seu legado combina contribuições decisivas à semiótica acadêmica com uma obra de ficção que aproximou o grande público de temas eruditos de história, filosofia e teologia medieval.

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