Zygmunt Bauman nasceu em Poznań, na Polônia, em 19 de novembro de 1925, em uma família judia. Com a invasão nazista da Polônia em 1939, fugiu com os pais para o território então ocupado pela União Soviética. Ainda jovem, alistou-se em unidades polonesas formadas na URSS que lutaram contra a Alemanha nazista, participando de combates que o levaram até Berlim ao final da Segunda Guerra Mundial, e recebeu condecorações militares por sua atuação. Depois da guerra, estudou sociologia em Varsóvia e passou a lecionar na Universidade de Varsóvia, tornando-se uma das figuras centrais da sociologia polonesa do pós-guerra. Em 1968, foi atingido pela campanha antissemita promovida pelo governo comunista polonês, que resultou na expulsão de milhares de judeus de cargos públicos e universidades; perdeu sua cátedra e a cidadania polonesa e deixou o país. Após um período em Israel, estabeleceu-se no Reino Unido, onde se tornou, em 1971, professor de sociologia na Universidade de Leeds, instituição à qual permaneceu vinculado pelo restante da carreira, inclusive como professor emérito. Nas décadas de 1980 e 1990, voltou-se cada vez mais a temas ligados ao Holocausto, à modernidade e à ética, publicando Modernidade e Holocausto, de 1989, no qual argumentou que o extermínio nazista não foi um retrocesso à barbárie, mas um produto possível da racionalidade burocrática moderna. A partir do final dos anos 1990, desenvolveu o conceito pelo qual ficou mais conhecido, o de modernidade líquida, apresentado sistematicamente no livro Modernidade Líquida, de 2000, para descrever a fluidez, a instabilidade e a provisoriedade que passaram a caracterizar as relações sociais, o trabalho, o amor e as identidades na contemporaneidade, em contraste com as estruturas mais sólidas e duradouras da modernidade anterior. Deu sequência a essa linha de análise em obras como Amor Líquido, Vida Líquida, Tempos Líquidos e Medo Líquido, tornando-se um dos sociólogos mais lidos fora do ambiente acadêmico em todo o mundo. Morreu em Leeds, no Reino Unido, em 9 de janeiro de 2017, aos 91 anos. Seu conceito de liquidez tornou-se referência amplamente incorporada tanto na sociologia quanto no debate público sobre as transformações sociais do século XXI.