Pular para o conteúdo
Filosofando FILOSOFANDOPensar. Compreender. Transformar.
Simón Bolívar

Simón Bolívar

Militar e estadista venezuelano, líder da independência de vários países sul-americanos do domínio espanhol, conhecido como O Libertador.

Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palacios nasceu em Caracas, na então Capitania Geral da Venezuela, em 24 de julho de 1783, em família aristocrática de origem basca enriquecida com minas e plantações. Órfão de pai e mãe ainda criança, foi educado por tutores, entre eles Simón Rodríguez, que lhe transmitiu ideias iluministas de autores como Rousseau e Voltaire. Viajou à Europa no início dos anos 1800, e em Roma, no chamado Juramento do Monte Sacro de 1805, teria prometido não descansar até libertar sua terra do domínio espanhol. De volta à América, engajou-se no movimento independentista após a formação da Junta de Caracas em 1810. Liderou a chamada Campanha Admirável em 1813, que lhe valeu o título de Libertador, mas enfrentou derrotas e exilou-se na Jamaica, onde escreveu a influente Carta da Jamaica, de 1815, defendendo a independência e refletindo sobre os desafios políticos da América espanhola. Recebeu apoio do presidente haitiano Alexandre Pétion para retomar a luta armada. Em 1819 realizou a célebre travessia dos Andes para surpreender as forças espanholas, vencendo a decisiva Batalha de Boyacá e fundando a Gran Colômbia, união que reunia os atuais territórios da Venezuela, Colômbia, Equador e Panamá. A independência venezuelana foi selada na Batalha de Carabobo em 1821. Após reunião com José de San Martín em Guayaquil, em 1822, assumiu a liderança da campanha final contra os espanhóis no Peru, culminando na Batalha de Ayacucho em 1824, comandada por seu general Antonio José de Sucre. Um novo país, criado no Alto Peru, recebeu o nome de Bolívia em sua homenagem em 1825. Como presidente da Gran Colômbia, tentou manter unidos os territórios libertados em torno de um projeto político comum, mas enfrentou crescente fragmentação regional e oposição interna, renunciando ao poder em 1830. Morreu poucos meses depois, em 17 de dezembro de 1830, próximo a Santa Marta, na Colômbia, vítima de tuberculose, aos 47 anos. Seu legado o consolidou como o principal libertador da América do Sul do domínio espanhol, com seu nome batizando um país, uma moeda e diversas instituições, além de permanecer referência central do pensamento político latino-americano sobre unidade continental e soberania.