Sigmund Freud nasceu em Freiberg, na Morávia (atual República Tcheca), em 6 de maio de 1856, em uma família judia. Quando tinha quatro anos, sua família mudou-se para Viena, onde viveu a maior parte de sua vida. Desde jovem, destacou-se nos estudos e ingressou na Universidade de Viena para cursar medicina, formando-se em 1881. Inicialmente, dedicou-se à pesquisa neurológica, estudando a medula espinhal e os distúrbios da fala, mas as limitações financeiras o levaram a abrir um consultório particular como neurologista. Foi nesse consultório que começou a desenvolver suas ideias revolucionárias, influenciado pelo trabalho do médico francês Jean-Martin Charcot sobre a histeria e a hipnose. Com seu colega Josef Breuer, desenvolveu o método catártico — que permitia aos pacientes relembrar traumas sob hipnose — e, a partir daí, gradualmente substituiu a hipnose pela associação livre, técnica que se tornaria a base da psicanálise. Em 1900, publicou A Interpretação dos Sonhos, considerada sua obra mais importante, onde apresentou a ideia de que os sonhos são a "via régia para o inconsciente" e expressam desejos reprimidos. Freud desenvolveu uma teoria estrutural da mente dividida em id (impulsos instintivos), ego (mediador da realidade) e superego (consciência moral), além de conceitos como complexo de Édipo, pulsão de vida (Eros) e pulsão de morte (Tânatos), mecanismos de defesa e a sexualidade infantil. Suas ideias sobre a sexualidade humana chocaram a sociedade puritana de sua época e lhe renderam tanto admiração quanto perseguição. Em 1938, com a anexação da Áustria pela Alemanha nazista, Freud, sendo judeu, foi forçado ao exílio. Mudou-se para Londres, onde foi recebido como uma celebridade intelectual. Já debilitado por um câncer de mandíbula que o acompanhava há mais de uma década e exigiu dezenas de cirurgias, morreu em 23 de setembro de 1939, aos 83 anos, após uma dose letal de morfina administrada a seu pedido. Sua influência transcendeu a psicologia e a medicina, impactando profundamente a literatura, as artes, a antropologia, a filosofia e a cultura ocidental como um todo, tornando-se uma das figuras intelectuais mais importantes do século XX.