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Navi Pillay

Navi Pillay

Jurista sul-africana, ex-Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e ex-presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, Nobel da Paz de 2026.

Navanethem Pillay, conhecida como Navi Pillay, nasceu em Durban, na África do Sul, em 23 de setembro de 1941, em uma família de origem indiana tâmil de poucos recursos. Formou-se em direito pela Universidade de Natal e, em 1967, tornou-se a primeira mulher não branca a abrir um escritório de advocacia na província de Natal, em pleno regime do apartheid. Como advogada, defendeu opositores do regime e atuou em casos sobre as condições de presos políticos, incluindo os detidos na ilha de Robben. Fez mestrado e doutorado em direito na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Em 1995, após o fim do apartheid, tornou-se a primeira mulher não branca a ocupar o cargo de juíza da Suprema Corte (High Court) da África do Sul. No mesmo ano foi eleita juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado pela ONU para julgar os responsáveis pelo genocídio de 1994, do qual foi presidente. Participou do julgamento do caso Akayesu, marco do direito internacional por reconhecer o estupro como ato de genocídio. Depois atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional, em Haia, e de 2008 a 2014 exerceu o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Em 2026 recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para promover a paz e o direito internacional. Sua trajetória é frequentemente lembrada como símbolo da ligação entre a luta contra a discriminação racial e a construção da justiça internacional.

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