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Filosofando FILOSOFANDOPensar. Compreender. Transformar.
Milton Friedman

Milton Friedman

Economista americano, Nobel de Economia, principal expoente da Escola de Chicago e do monetarismo, defensor do livre mercado.

Milton Friedman nasceu no Brooklyn, em Nova York, em 31 de julho de 1912, filho de imigrantes judeus originários da região da Rutênia dos Cárpatos, então parte do Império Austro-Húngaro. Cursou economia na Universidade Rutgers, graduando-se em 1932, obteve o mestrado na Universidade de Chicago em 1933 e o doutorado na Universidade Columbia em 1946. Trabalhou em agências governamentais americanas durante a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial antes de ingressar, em 1946, ao corpo docente da Universidade de Chicago, onde permaneceria por três décadas e se tornaria a figura central da chamada Escola de Chicago de economia. Ao lado da historiadora econômica Anna Schwartz, escreveu Uma História Monetária dos Estados Unidos, 1867-1960 (1963), obra que atribuiu grande parte da gravidade da Grande Depressão a erros de política monetária do Federal Reserve, e não apenas a falhas do mercado. Tornou-se o principal expoente do monetarismo, corrente que defende o controle da oferta de moeda como instrumento central para conter a inflação, em contraposição às receitas keynesianas de estímulo fiscal. Em Capitalismo e Liberdade (1962) e, quase duas décadas depois, em Liberdade de Escolher (1980) — livro e série de televisão feitos ao lado da esposa, a também economista Rose Friedman —, defendeu com veemência o livre mercado, a redução da intervenção estatal na economia, o câmbio flutuante e propostas como o imposto de renda negativo e os vales-educação. Muitos de seus alunos e seguidores em Chicago, apelidados de "Chicago Boys", atuaram como consultores e formuladores de política econômica em diversos países ao longo das décadas de 1970 e 1980, difundindo princípios monetaristas e de livre mercado internacionalmente. Em 1976, recebeu o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas por suas contribuições à análise do consumo, à história e teoria monetárias, e pela demonstração da complexidade das políticas de estabilização econômica. Friedman morreu em São Francisco, na Califórnia, em 16 de novembro de 2006, aos 94 anos, vítima de insuficiência cardíaca. É considerado um dos economistas mais influentes do século XX, com legado que moldou políticas econômicas liberais em diversas partes do mundo nas últimas décadas do século passado.