Max Weber
Sociólogo, jurista e economista alemão, um dos fundadores da sociologia moderna, teórico da burocracia e dos tipos de dominação.
Max Weber nasceu em Erfurt, na Prússia, atual Alemanha, em 21 de abril de 1864, em uma família burguesa politicamente ativa; o pai era um influente político liberal, e a mãe, uma calvinista devota, o que expôs Weber desde cedo tanto à política quanto à religiosidade protestante que mais tarde se tornaria tema central de sua obra. Estudou direito, economia, história e filosofia nas universidades de Heidelberg, Berlim e Göttingen, doutorando-se em direito em 1889 e obtendo a livre-docência em 1891. Lecionou economia nas universidades de Freiburg e Heidelberg ainda jovem, mas uma grave crise nervosa, no final da década de 1890, o afastou por anos das atividades acadêmicas regulares. Foi nesse período de afastamento que produziu parte de sua obra mais original, culminando na publicação, entre 1904 e 1905, de "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", em que investigou a relação entre a ética religiosa calvinista e o desenvolvimento do capitalismo moderno no Ocidente. Ao lado de Émile Durkheim e Karl Marx, é considerado um dos fundadores da sociologia como disciplina científica, tendo desenvolvido um método próprio de análise social baseado no conceito de tipo ideal e na busca por compreender o sentido subjetivo da ação social. Formulou uma influente tipologia dos tipos de dominação legítima, distinguindo a dominação tradicional, baseada no costume; a carismática, fundada na qualidade excepcional de um líder; e a racional-legal, própria das burocracias modernas e do Estado contemporâneo. Sua análise da burocracia como forma racional, previsível e impessoal de organização tornou-se referência obrigatória para a sociologia das organizações e a ciência política. Sua obra mais ampla e sistemática, "Economia e Sociedade", ficou inacabada e foi organizada e publicada postumamente por sua esposa, Marianne Weber, também intelectual e ativista pelos direitos das mulheres. Weber também escreveu sobre as religiões da China e da Índia, sobre política e sobre metodologia das ciências sociais, defendendo a necessidade de neutralidade valorativa na pesquisa científica. Morreu em Munique em 14 de junho de 1920, aos 56 anos, vítima de pneumonia contraída durante a pandemia de gripe espanhola. Seu pensamento permanece central para a sociologia, a ciência política e a teoria das organizações até os dias atuais.