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Filosofando FILOSOFANDOPensar. Compreender. Transformar.
Maurice Merleau-Ponty

Maurice Merleau-Ponty

Filósofo francês do século XX, um dos principais nomes da fenomenologia e do existencialismo, teórico da percepção corporal.

Maurice Merleau-Ponty nasceu em 14 de março de 1908 em Rochefort-sur-Mer, na França. Estudou na prestigiosa École Normale Supérieure de Paris, onde conviveu com Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, e obteve a agregação em filosofia em 1930. Lecionou em liceus e depois nas universidades de Lyon e de Paris (Sorbonne), antes de ser eleito, em 1952, para a cátedra de filosofia no Collège de France, tornando-se um dos titulares mais jovens da instituição. Em 1945, fundou ao lado de Sartre e Beauvoir a revista Les Temps Modernes, da qual foi editor político até romper publicamente com Sartre, no início dos anos 1950, por divergências sobre a avaliação do comunismo soviético e o papel da violência política. Sua obra central, Fenomenologia da Percepção (1945), retoma o método fenomenológico de Edmund Husserl para deslocar o foco da filosofia da consciência pura para o corpo vivido como forma primária e pré-reflexiva de estar no mundo, contestando tanto o empirismo quanto o intelectualismo racionalista na explicação da percepção. Já em A Estrutura do Comportamento (1942), havia dialogado com a psicologia da Gestalt e as neurociências de sua época para pensar a relação entre corpo e consciência. Sua filosofia é considerada uma das expressões mais importantes do existencialismo francês, ao lado da de Sartre, embora com ênfase distinta na corporeidade e na ambiguidade da experiência, em vez da radical liberdade da consciência. Ao final da vida, trabalhava em O Visível e o Invisível, obra que buscava repensar as relações entre corpo, percepção e linguagem a partir da noção de carne do mundo, e que ficou inacabada. Merleau-Ponty morreu subitamente, de parada cardíaca, em Paris, em 3 de maio de 1961, aos 53 anos, enquanto ainda preparava aulas e revisava o manuscrito. Seu pensamento sobre o corpo como sujeito da percepção influenciou de modo duradouro não apenas a filosofia continental posterior, mas também campos como a psicologia cognitiva corporificada, a teoria da arte, a antropologia e os estudos sobre a experiência do movimento e da dança.

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