Daniel Goleman nasceu em Stockton, na Califórnia, Estados Unidos, em 7 de março de 1946. Formou-se em ciências sociais e desenvolvimento humano pelo Amherst College e, posteriormente, obteve o doutorado em psicologia clínica e desenvolvimento de personalidade pela Universidade Harvard, onde estudou sob orientação do psicólogo David McClelland, conhecido por suas pesquisas sobre motivação humana. Antes de se consolidar como autor de best-sellers, Goleman construiu carreira como jornalista científico, atuando por cerca de doze anos como colunista do jornal The New York Times, cobrindo temas de neurociência, comportamento e ciências do cérebro, o que lhe deu ampla experiência em traduzir pesquisa acadêmica complexa para o grande público. Essa habilidade se manifestou plenamente em 1995, quando publicou "Inteligência Emocional: A Teoria Revolucionária que Redefine o que é Ser Inteligente", livro que se tornou fenômeno editorial mundial e permaneceu por mais de um ano na lista de mais vendidos do New York Times. Na obra, Goleman popularizou e expandiu o conceito de inteligência emocional, termo cunhado alguns anos antes, em 1990, pelos psicólogos Peter Salovey e John Mayer, cujas pesquisas acadêmicas Goleman tomou como base para construir um modelo mais amplo, voltado à aplicação prática em áreas como educação, relações pessoais e ambiente de trabalho. Segundo esse modelo, habilidades como autoconsciência emocional, autorregulação, empatia e competência social seriam tão determinantes para o sucesso pessoal e profissional quanto o quociente de inteligência tradicional, ideia que teve impacto duradouro sobre práticas de gestão, liderança corporativa e políticas educacionais voltadas ao chamado aprendizado socioemocional. Goleman ajudou a fundar o Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning, organização dedicada a promover a educação emocional nas escolas americanas. Deu continuidade a essa linha de trabalho em livros posteriores, como "Trabalhando com a Inteligência Emocional", de 1998, e "Inteligência Social", de 2006, que estendeu conceitos semelhantes às relações interpessoais e à neurociência dos vínculos sociais. Também escreveu sobre liderança, meditação e atenção plena, temas que aproximou de sua formação em psicologia e de seu interesse pessoal de longa data por tradições contemplativas orientais. Goleman permanece ativo como autor e palestrante, sendo reconhecido como um dos divulgadores científicos mais influentes da psicologia contemporânea aplicada à vida cotidiana e às organizações.