Confúcio, nome latinizado de Kong Qiu, nasceu em 551 a.C. no estado de Lu, na atual província de Shandong, China, em uma família nobre empobrecida. Seu pai, Shuliang He, um militar respeitado, morreu quando Confúcio tinha três anos, e sua mãe, Yan Zhengzai, criou-o sozinha em condições modestas. Desde jovem, destacou-se pelo interesse por rituais, música e história, e aos 15 anos decidiu dedicar-se integralmente aos estudos. Na vida adulta, trabalhou em cargos públicos como supervisor de mercados e administrador de terras, até ascender a Ministro da Justiça e brevemente Primeiro-Ministro de Lu, onde implementou reformas contra a corrupção. Com a crescente desconfiança de estados rivais e a falta de apoio do governante, exilou-se voluntariamente aos 55 anos e passou 13 anos viajando entre reinos chineses com seus discípulos, buscando um governante que implementasse suas ideias — foi rejeitado diversas vezes, enfrentou fome e ameaças de morte, mas nunca abandonou seus princípios. Nesse período, consolidou-se como mestre, ensinando com base em quatro pilares: cultura, conduta, lealdade e sinceridade. Aos 68 anos, retornou a Lu e dedicou-se a editar e compilar os clássicos chineses, incluindo os Cinco Clássicos como o I Ching e o Livro de Poesias. Suas ideias foram registradas pelos discípulos no Analectos, coleção de diálogos e aforismos. Seu pensamento é centrado em conceitos como Ren (benevolência, a virtude suprema), Li (rituais e normas sociais), Xiao (devoção filial) e o ideal do Junzi (o homem nobre e virtuoso). Sua frase mais célebre — "Não faça aos outros o que não deseja que façam a você" — é a Regra de Ouro da moralidade. Morreu em 479 a.C. aos 71 ou 72 anos, acreditando que suas ideias não haviam sido adotadas. Após sua morte, o confucionismo tornou-se a filosofia oficial do Estado chinês durante a dinastia Han e permaneceu assim por mais de dois milênios, moldando a cultura, a política e as relações sociais em toda a Ásia Oriental até os dias de hoje.