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Carl Sagan

Carl Sagan

Astrônomo e divulgador científico americano, autor de Cosmos, defensor do ceticismo e da divulgação acessível da ciência.

Carl Edward Sagan nasceu no Brooklyn, em Nova York, Estados Unidos, em 9 de novembro de 1934, filho de um operário de origem russa e de uma dona de casa. Ainda criança, encantou-se com a astronomia após visitar a Feira Mundial de Nova York de 1939 e observar as estrelas; essa fascinação o acompanhou por toda a vida. Formou-se em física pela Universidade de Chicago, onde obteve o bacharelado em 1954, o mestrado em 1956 e o doutorado em astronomia e astrofísica em 1960. Ao longo da carreira acadêmica, lecionou e pesquisou principalmente na Universidade Cornell, onde dirigiu o Laboratório de Estudos Planetários e formou gerações de cientistas. Colaborou intensamente com a NASA, contribuindo para as missões Mariner, Viking, Voyager e Galileo, e ajudou a conceber as mensagens interestelares gravadas nas sondas Pioneer e Voyager, destinadas a eventuais civilizações extraterrestres. Em 1980, cofundou a Planetary Society, organização dedicada à exploração espacial e à busca de vida fora da Terra, e nesse mesmo ano apresentou a série de televisão Cosmos: Uma Viagem Pessoal, que se tornou um marco da divulgação científica ao levar temas de astronomia, evolução e método científico a um público de massa em dezenas de países; o livro que a acompanha, Cosmos, tornou-se um dos best-sellers de ciência mais vendidos da história. Sagan também escreveu obras como Os Dragões do Éden (1977), vencedor do Prêmio Pulitzer, O Cérebro de Broca, Pálido Ponto Azul (1994) e o romance de ficção científica Contato (1985), adaptado ao cinema após sua morte. Defensor ferrenho do pensamento cético e crítico das pseudociências, expôs esses princípios em O Mundo Assombrado por Demônios (1995). Casou-se três vezes, sendo a última com a escritora e produtora Ann Druyan, sua principal colaboradora nos últimos anos de vida. Sagan morreu em Seattle, no estado de Washington, em 20 de dezembro de 1996, aos 62 anos, após complicações de uma doença da medula óssea que enfrentava havia dois anos. Seu legado permanece vivo na tradição de divulgação científica acessível e rigorosa, na popularização da busca por vida extraterrestre e na defesa do ceticismo científico como ferramenta contra o obscurantismo, influenciando diretamente gerações posteriores de cientistas e comunicadores de ciência.

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