Byung-Chul Han nasceu em Seul, na Coreia do Sul, em 1959. Estudou metalurgia em seu país antes de se mudar para a Alemanha nos anos 1980, onde trocou a engenharia pela filosofia, estudando também literatura alemã e teologia católica nas universidades de Friburgo e de Munique. Doutorou-se em Friburgo, em 1994, com uma tese sobre Martin Heidegger, autor que permanece uma referência constante em sua obra. Lecionou em universidades alemãs e tornou-se professor da Universidade das Artes de Berlim. Ganhou projeção internacional com Sociedade do Cansaço, de 2010, ensaio curto em que defende que a sociedade disciplinar descrita por Michel Foucault deu lugar a uma sociedade do desempenho, na qual o indivíduo se cobra e se explora a si mesmo em nome da liberdade, o que favoreceria o esgotamento e o adoecimento psíquico. Desde então publicou uma série de ensaios breves e acessíveis, entre eles Sociedade da Transparência, Agonia do Eros, No Enxame, Psicopolítica, A Expulsão do Outro, Infocracia e Não-coisas, nos quais analisa temas como redes sociais, vigilância digital, consumo, a perda do ritual e a crise da experiência. Seu estilo aforístico e sua crítica à positividade excessiva da cultura contemporânea fizeram dele um dos filósofos mais lidos do início do século XXI, ao mesmo tempo em que recebe críticas por generalizações amplas e pela pouca base empírica de algumas teses. Han é conhecido por evitar a exposição pública e as redes sociais, coerente com a crítica que faz à hiperconexão.