B. F. Skinner
Psicólogo americano, principal expoente do behaviorismo radical, criador da teoria do condicionamento operante e da caixa de Skinner.
Burrhus Frederic Skinner nasceu em Susquehanna, no estado da Pensilvânia, Estados Unidos, em 20 de março de 1904. Formou-se em literatura inglesa pelo Hamilton College com a ambição inicial de se tornar escritor, mas, após um período de dificuldade em consolidar carreira literária, voltou-se para a psicologia, doutorando-se pela Universidade Harvard em 1931. Influenciado pelo behaviorismo de John B. Watson e pelos experimentos de condicionamento reflexo do fisiologista russo Ivan Pavlov, Skinner desenvolveu ao longo da década de 1930 a teoria do condicionamento operante, segundo a qual o comportamento é moldado principalmente pelas consequências que produz — sendo fortalecido por reforços e enfraquecido por punições — e não apenas por associações automáticas entre estímulo e resposta. Para estudar esse processo de forma sistemática, criou a câmara de condicionamento operante, equipamento que ficou popularmente conhecido como "caixa de Skinner", usada em experimentos com ratos e pombos submetidos a diferentes esquemas de reforço. Lecionou na Universidade de Minnesota e na Universidade de Indiana antes de retornar a Harvard em 1948, onde permaneceu até se aposentar. Escreveu obras centrais para o behaviorismo radical, como O Comportamento dos Organismos (1938), o romance utópico Walden Two (1948), ambientado em uma comunidade organizada segundo princípios behavioristas, Ciência e Comportamento Humano (1953) e Comportamento Verbal (1957), no qual analisou a linguagem como comportamento aprendido — obra que recebeu uma influente resenha crítica do linguista Noam Chomsky em 1959, tornando-se um dos debates mais citados da história da psicologia e da linguística. Em Além da Liberdade e da Dignidade (1971), best-seller controverso, argumentou que a noção de livre-arbítrio é uma ilusão e que o comportamento humano é fundamentalmente determinado por condições ambientais, tese que gerou intenso debate público. Durante a Segunda Guerra Mundial, chegou a desenvolver o "Projeto Pombo", sistema experimental de orientação de mísseis por meio de pombos treinados, que não chegou a ser adotado. Skinner morreu em Cambridge, no estado de Massachusetts, em 18 de agosto de 1990, aos 86 anos, vítima de leucemia. Seu legado permanece vivo na psicologia comportamental contemporânea, sobretudo na análise do comportamento aplicada, hoje amplamente utilizada em intervenções terapêuticas e educacionais, incluindo o tratamento de transtornos do espectro autista.